segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ANSIEDADE NOTURNA (de Marcos Salvatore)

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Tenho muitas tolices
Fungos envenenados
Parasitas que crescem do corpo de insetos famintos e confusos
Depois de os matarem lentamente
Não sem antes serem jogados para baixo, fora do galho e do ninho
Por um dos seus
A queda é incidental, talvez oportuna
Hora de checar as dúvidas
Inconsequências apuradas, mensuradas
Preencher espaços – quem precisa disso?
Quem sabe sobre a vida?
Esta é a minha e o seu rótulo esfarelado está, pelos meus dedos
Devido à umidade da garrafa
Lente de aumento bronzeado, improvisada
Para dar função e textura exagerada de pele suada
Cenas de sexo sem rosto
Sim, eu as tenho e sustento sobrando
Troncos femininos
Costelas em relevo, em antítese
Cinzeiros e xícaras, leite derramado
E o que falta?
Nunca descubro palavras relacionadas
Se encontrasse não acharia uma pronúncia razoável para elas
Apenas me anoiteço calado e inundo
Antes de entrar mais uma vez nesta história

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