segunda-feira, 11 de abril de 2011

LÉU (de Marcos Salvatore)







Aconteceu e eu
Uma vez isso sempre aquilo
Mesmo assim
E procuro pela poesia nervosa
Ela nem nada
Busco os versos da cidade
(Fria e cega puta-rua)
Assim como for
Sua caridade, suas costas
A auréola ao redor do cume dos seus peitos
Boa carne pros meus dentes
Tudo em cima para um brilho no olhar
Refletido num pequeno lago de suor
Da sua avenida principal
(Um coração para encontrar e criar verde)
 Anexos, fluídos corporais
Um pouquinho de amargura
Só pra temperar
(Trânsito seco)
Transas, culpas, desabafos
quitinetes marinhos,
Necrofilia poética
(a rima mais difícil de exumar)
Sob o lençol azul do dia
O amor que eu li, assisti, prometi
Pulsações, transe mediúnico
Partituras ao léu de suas esquinas

by Georges Pichard


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